Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
A história de umas luvas castanhas

 

Há gestos que nos marcam e pessoas que ficam para sempre

no nosso coração. Este fim-de-semana no Minho foi um tempo

radicalmente feliz para mim e para toda a equipa MEP que vai

percorrendo comigo os caminhos deste país, onde nos damos

a conhecer e onde queremos ficar em contacto com a realidade.

O frio granítico dos útimos dias fez-me andar a tremer pelas ruas

de pés e mãos sempre geladas e a sentir-me desconfortável ... 

 

 

A meio da manhã cruzei-me nas ruas do centro de Braga com

Alice, uma professora muito alegre e descontraída que me viu

ao fundo e veio ter comigo. Viu que estava de mãos geladas e

tirou automaticamente as luvas das suas mãos e ofereceu-mas.

Primeiro não as quis aceitar mas depois da insistência de Alice

acabei por ficar com elas e assumo  que me deram muito jeito.

 

 

Comoveu-me este gesto e confesso que a Alice é agora uma

das pessoas que me acompanha para sempre. A alegria com

que tirou as luvas para me dar e a descontracção com que me

disse que sim, senhora, claro que me ia ouvir à noite à Junta

de Freguesia de S.Vítor ( e foi! ) fizeram o meu dia neste dia. E

se conto isto aqui e agora é para sublinhar ao privilégio que é

poder percorrer o país de norte a sul em campanha e conhecer

pessoas como a professora Alice e tantas outras.Que maravilha! 



publicado por Laurinda Alves às 13:52
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Sábado, 7 de Fevereiro de 2009
A CERCI de Guimarães

 

Gostei muito do painel da entrada na CERCIGUI, em Guimarães,

por ser um quadro de quadros. Uma sucessão de retratos e de

autoretratos feitos pelos utentes desta casa. A Cooperativa para

a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Guimarães

foi criada em 1977 para apoiar a população com deficiência bem como

as suas famílias. Na CERCIGUI as pessoas com handicaps físicos ou

outras limitações sentem-se em casa e aprendem competências que

potenciam os seu talentos. Há casos muito diversificados e, por isso,

cada caso é um caso e cada pessoa é única na CERCIGUI.

 

 

 

Nesta imagem o Eugénio Teixeira e o Jorge Couto aprendem técnicas

de informática e design com a formadora Rute. Gravei entrevistas com

ambos mas só as posso publicar mais tarde. Em todo o caso conto já

de forma abreviada a história de Jorge e Hermínio: o Jorge, que está

sentado, tem 41 anos e trabalhava na construção civil quando teve o

acidente que o deixou tetraplégico. Caiu de uma altura considerável e

a queda foi fatal. Passaram cinco anos e meio e o Jorge considera-se

um homem feliz e realizado e é impressionante a força que transmite.

O Eugénio teve poliomilelite quando tinha 1 ano e ficou com limitações

físicas. Depois da escola primária passou muitos anos em casa, sem

nada para fazer, até que descobriu a CERCIGUI. Ou a CERCIGUI a ele. 

 

 

O Eduardo, que está de branco, sentado numa cadeira de rodas

ficou tetraplégico poucos dias antes do acidente do Jorge. Eduardo

também trabalhava na construção civil mas o acidente dele foi no rio.

Um mergulho mal dado mudou radicalmente a sua vida. Sobre ele,

sobre a Inês, sobre os ateliers e oficinas da CERCIGUI voltarei a falar

mais tarde. Agora tenho que ir para as ruas de Braga distribuir os flyers

até ao almoço. Esta vinda a Viana, Braga, Guimarães e Joane (de onde

escrevo a esta hora) está a ser um tempo de conhecimento da realidade

real do nosso país. Um privilégio, portanto. Uma grande sorte para mim!

 



publicado por Laurinda Alves às 11:05
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Amanhã vou para Viana e depois para Braga!

 

Estou em vésperas de 'subir' para o Minho para mais um fim-de-semana

de acções de campanha. Confesso que estes dias passados a conhecer

pessoas, instituições e projectos reveladores da nossa realidade, são os

meus dias preferidos da semana. Adoro este contacto pessoal e local e o

que mais me entusiasma é descobrir na realidade real, as pessoas que

contrariando a lógica dos que desistem e baixam os braços ou se deixam

vencer pela crise, percebem que a aposta é trabalhar mais, fazer melhor e

construir hoje um amanhã possível. Alguém disse que a esperança se dá

bem com o seu contrário e eu acredito que sim, que onde há crise também

há esperança!A esperança dos que dão passos e trabalham para o bem de

todos e, assim, contribuem para construir um mundo mais justo e melhor.

 



publicado por Laurinda Alves às 15:48
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