Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
Ideias originais e criativas

 

Concluo a sucessão de posts sobre a minha primeira ida a

Leiria em campanha com esta imagem de dois contentores

transformados em bancos. Depois de limpos e adaptados,

foram pintados por artistas e o resultado é radical e original.

Claro que pertencem à SAMP e foram mais uma boa ideia...

 



publicado por Laurinda Alves às 18:44
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
Ensaios do coro de vozes com e sem piano

 

 

Treino e aquecimento das vozes no início das aulas de coro na SAMP, em Pousos, Leiria. Estive lá no fim-de-semana passado e gravei pequenos fragmentos com som e imagem para podermos ouvir e sentir melhor o ambiente desta escola extraordinária onde pais, filhos e avós se juntam para cantar, tocar e ensaiar em orquestras e coros.

 

 

Paulo Lameiro, o inspirador destes e outros projectos da SAMP é um artista muito versátil e muito apostado em criar laços e construir pontes. Tem projectos musicais específicos para famílias, para bebés e para crianças em idade escolar mas também faz música nos hospitais com doentes mentais agudos, vai às prisões ensaiar ópera com os reclusos e tem um sem número de iniciativas no campo artístico, musical e performativo que revelam o seu talento e o seu dom de potenciar os talentos dos outros. Fiz-lhe uma entrevista para este blog que publicarei mal esteja 'pronta'.

 

 

Este homem que começou por cantar 7 anos no S.Carlos e agora trabalha múltiplos universos através da música, continua a aprender enquanto ensina e é também esta abertura de espírito que impressiona quando o vemos em acção. Gostei particularmente das Aulas de Berço, com pais e crianças até aos 2 anos onde mesmo sem palavras todos se entendem e sentem muito próximos. Muito bom. 



publicado por Laurinda Alves às 11:17
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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009
Encontros de rua e breves conversas

 

Quando comecei as acções de campanha e me propuseram ir para a rua

com elementos da equipa MEP Europa entregar os flyers onde convidamos

as pessoas a estarem presentes nas sessões de onde apresento as razões

da minha candidatura e o Rui Marques apresenta o programa do MEP e fala da 

política da esperança, fiquei apavorada com a ideia de me plantar nas praças ou

andar pelos passeios a entregar folhetos com a minha cara. Achei que não ia ser

capaz de fazer uma coisa que nunca tinha feito na vida e nunca tinha pensado fazer. 

Mas não tive coragem de dizer que não e lá fui ter com a Celina e o Alexandre à rua.

 

 

Ia com a sensação de que aquele fato não era feito à minha medida e explico

porquê. Embora seja uma comunicadora e tenha construído a minha carreira

a partir do contacto com muitas realidades e muitas pessoas, a minha natureza

é e permanece tímida. Sou capaz de dar a cara por causas e por pessoas mas

tenho pudor de dar a cara por mim. Sei que parece absurdo mas também sei que

muitos compreendem o que quero dizer.

 

 

Abreviando a história da primeira experiência de contacto com as pessoas

na rua nesta minha nova condição de ‘nova política’, os primeiros minutos

foram de desconforto porque não sabia como havia de fazer a abordagem

mas bastou perguntar à primeira pessoa que passou por mim se lhe podia

fazer um convite e ela abrir um sorriso e parar para ouvir o que lhe queria dizer,

para me sentir mais confiante. Em Aveiro comecei por encontrar uma Laurinda.

 

 

 

A seguir a esta vieram outras e outros e aquilo que era para durar uma hora

estendeu-se ao longo de duas horas e meia e foi uma alegria poder conversar

ainda que de forma breve com desconhecidos, fazer pequenos e médios diálogos

sobre coisas mais ou menos banais, ouvir alguns desabafos que me deixaram a

pensar, perceber as causas de certas coisas e por aí adiante…

 
 
 
A primeira vez que fiz uma ‘arruada’, como se diz em gíria política, foi no centro
de Aveiro. Foi muito bom este contacto mais directo e mais avulso, por assim dizer.
Gosto muito de falar com as pessoas mas nunca tinha tido esta experiência de as
interpelar na rua. Habitualmente vou a lugares onde é suposto falar e ouvir e onde
as pessoas se reúnem com essa intenção. Nas ruas é diferente porque cada um
está na sua vida, vai com os seus pensamentos e as suas pressas, não deram
passos para me encontrar nem estavam a pensar parar para me ouvir ou para falar
comigo. E é justamente por serem tão naturais e tão agradáveis quando as interpelo
e por se deterem para ver o que lhes estou a dizer que esta experiência das ‘arruadas’
se tornou tão importante, gratificante e estimulante para mim. E, afinal, tão fácil!
 
 
Este fim de semana fiz o mesmo em Coimbra e Leiria. Em Coimbra chovia muito e,
por isso, limitei-me a entregar os flyers no perímetro da Universidade, onde almocei
e me encontrei com o novo presidente da Associação Académica, depois de ter dado
uma longa entrevista à Rádio Universidade. Em Leiria fazia sol e tive a sorte de me
cruzar com pessoas extraordinárias e incrivelmente queridas comigo. Param, ouvem
e aceitam o meu convite com o propósito de me irem ouvir e algumas vão mesmo.
 

 

Aurea Pena, professora de piano e violoncelo em Leiria, faz 90 anos no dia 25 de

Abril. Conheci-a ontem, nestas minhas andanças de rua e adorei o nosso breve

mas intenso encontro. Falámos sobre a vida, sobre a música e os seus talentos,

confessei-lhe que o piano, o violino e o violoncelo são os meus instrumentos de

eleição, e demos algumas gargalhadas por coisa nenhuma, simplesmente pelo

prazer de nos termos conhecido e pelo sentido de humor de Aurea. A sua alegria

e a sua boa forma levaram-me a pedir que me desse uma breve entrevista. E deu.

 

 

Antes, porém, pedi-lhe para ver os seus olhos pois achei-a muito bonita e gostava

de a ver sem óculos escuros. E ela tirou e disse com um sorriso e uma naturalidade

desarmante que em nova era mais bonita. Chamavam-lhe a Joan Crawford portuguesa.

Não a conheci em nova mas acho-a linda agora que vai fazer 90 anos com esta luz.

 

 



publicado por Laurinda Alves às 12:23
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Sábado, 31 de Janeiro de 2009
A visita ao Lar de Santa Isabel em Leiria

 

Passei parte da tarde no Lar de Santa Isabel em Leiria. Este

Lar acolhe cerca de 40 raparigas que não podem viver com

as suas famílias biológicas. Por razões que todos sabemos

e por circunstâncias de realidades duras e adversas, estas

raparigas vivem no Lar, onde são visitadas pelos familiares

(quando os há e são funcionais) ou pelas famílias amigas

que as levam de férias e fins-se-semana. A vida destas 40

raparigas é uma vida normal dentro das condicionantes da

sua situação. Apesar das dificuldades das suas vidas antes

de serem institucionalizadas e das dificuldades que algumas

continuam a ter no presente, aqui elas sentem-se em família.

Tiveram a sorte que muitas outras não têm, infelizmente...

 

 



publicado por Laurinda Alves às 17:50
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E este coro de pais, filhos e avós também!

 

Depois da aula com os bebés fomos assistir às aulas dos

mais velhos. Primeiro os Piccolini Filarmónicos, que é uma

orquestra de pais, filhos e avós. Logo a seguir o Coro de Pais

e Filhos que é mais um projecto de sucesso da SAMP e uma

experiência maravilhosa. Foi um verdadeiro privilégio ouvi-los.

 

 

Ao piano Inesa, uma artista muito versátil, imigrante da Bielo-

Rússia que é bailarina e música, e é um braço direito para  

Paulo Lameiro. Não consigo escrever o apelido de Inesa mas

também bão resisto a falar dela e a dar-lhe os meus parabéns!  

 

 

Fiz alguns filmes nesta sala e apesar de serem fragmentos

breves, são pesados demais para importar para o blog agora.

Ao longo da semana publico-os porque vale a pena vê-los e

ouvir estas famílias a cantar e a tocar juntas. Estamos muito

perto de Leiria mas esta manhã senti-me na Dinamarca ...



publicado por Laurinda Alves às 13:06
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Esta escola de berço é um espectáculo!

 

Passei a manhã na SAMP, a Sociedade Artística Musical de

Pousos, em Leiria, na Aula de Berço, onde pais e filhos se

juntam no mesmo espaço para ter aulas de música, som e

ritmos e foi um poema. Sabia da existência deste projecto e

conhecia o Paulo Lameiro, o criativo fundador e inspirador. 

 

 

É fascinante assistir a uma aula de expressão musical com

pais e bebés e é extraordinário perceber como reagem aos

estímulos, como recebem os sons, os ruídos, a música e

os brinquedos e brincadeiras que acompanham tudo o que

se faz ao longo de quase uma hora. A música é uma língua

universal e comove ver como os bebés ficam suspensos de

uma mímica, uma dança ou uns barulhos improvisados ali.

 

 

Sem palavras e apenas com gestos mais ou menos festivos,

mais ou menos performativos mas sempre muito plásticos e

diversificados, todos nos envolvemos uns com os outros de

forma natural e alegre. Além de ser um tempo muito divertido

e cheio de surpresas, estas aulas são um reforço incrível dos

laços entre os pais e os seus filhos. Paulo Lameiro é genial e

potencia os talentos dos outros. Conheço-o por isso há anos.

 

 

Mais importante do que eu conhecer os projectos e a veia

artística do Paulo Lameiro é o facto de ele ser reconhecido

pelo dom de multiplicar os talentos dos outros. Musicais e

não só, quero dizer. Esta semana quando tiver tempo, deixo

aqui uma entrevista com ele. Agora que estou no terreno só

consigo deixar imagens. Os filmes demoram e vêem depois.



publicado por Laurinda Alves às 12:49
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