Segunda-feira, 16 de Março de 2009
A Obra do Frei Gil, um sonho de mais de 10 anos!

 

Fui visitar a nova casa da Obra do Frei Gil, no Porto, e devo

confessar que me comoveu ver tudo novinho em folha mas

já com um par de semanas bem vividas neste novo espaço.

Fotografei o cameraman a filmar a equipa do Sporting em 

cromos, porque também sou Sportinguista mas, acima de

tudo, porque me tocou o pormenor da decoração de um dos

rapazes que agora vivem nesta nova casa em Ramalde.

 

 

Esta casa da Obra do Frei Gil é um sonho tornado realidade

à custa das ajudas de centenas de amigos e voluntários da

Obra. As crianças e jovens em risco que moram nesta casa

viviam antes em condições muito precárias e degradadas.A

casa onde moravam tinha um espaço exíguo e estava muito

velha. Durante 10 longos e penosos anos a Obra do Frei Gil

multiplicou as iniciativas para angariar fundos e fazer obras

para uma nova casa e aquilo que parecia quase impossível

acabou por se tornar possível. A casa está de pé e aberta! 

 

 

A equipa que dirige a casa e a mantém a funcionar mais as

crianças e jovens que lá moram, mudaram há poucos dias

para aqui e, por isso, tudo é uma novidade e uma alegria.

O próprio Frei Gil gostaria de ter estado presente no dia em

que se abriram as portas desta nova casa onde moram as

crianças que são maltratadas pelos pais ou negligenciadas

pelas famílias. O Frei Gil nunca desistiu de acreditar que era

possível acolher, cuidar e ajudar a crescer todos estes jovens.

  

 

Graças à inspiração do fundador e à tenacidade de uma equipa

extraordinária liderada por Graça Fonseca e Maria Gonçalves da

Cunha, formaram-se grupos de ajuda, juntaram-se voluntários

novos e antigos, escreveram-se cartas, trocaram-se mails e foi

possível ver finalmente todos os Meninos da Obra do Frei Gil a

ter uma habitação condigna. A mim, esta Obra diz-me muito pois

também eu participei nesta corrente de voluntariado que envolveu

centenas de pessoas que leram a revista XIS onde publiquei um

apelo aos leitores. Há 5 anos para mim esta casa era um sonho!

  

 

Estes e outros miúdos que agora moram nas novas instalações

foram os mesmos que foram escrevendo coisas mais ou menos

avulsas sobre a casa nova e a casa antiga. Um deles, com dez

anos (precisamente os mesmos que esta casa demorou a ser

construída) escreveu duas linhas num papel a dizer o seguinte:

"Na Casa Nova temos um buraco nas paredes dos dois pisos,

para onde podemos atirar a roupa e ela vai parar à lavandaria!"

 

 

Graça Fonseca, a directora, tem um sorriso sempre desenhado

na cara e é uma força da natureza. Fala dos seus meninos como

se fossem todos seus filhos. É admirável esta atitude e esta força!

Na imagem Graça (de encarnado) conta à Inês Menezes como as

coisas foram acontecendo e a Inês revive através dos detalhes ao

vivo aquilo que fomos vivendo na XIS nos tempos em que a revista

existia e íamos tendo notícias da evolução desta construção que

esteve parada mas, finalmente, arrancou e já nunca mais parou. 

 

 

Ver as caminhas dos bebés trespassadas da luz que entra

pelas grandes janelas e sentir que o quarto dos mais novos

é quente e alegre dá o consolo que é possível ter quando

sabemos que estes bebés foram retirados às famílias por

serem maltratados ou abandonados. A tristeza desta triste

realidade aqui é compensada pela maneira como os bebés

são acolhidos e cuidados. Esta casa é um verdadeiro lar.

   

 

Os despojos dos dias nas casas onde há muitos filhos são

as mochilas que se deixam no chão no fim da escola, quando

ainda é dia e há tempo para brincar lá fora no pátio. Passo por

estas casas e fico sempre tocada pela familiaridade que sinto

nas rotinas, nos hábitos e na maneira como é possível viver e

educar dezenas de crianças e jovens em fase de crescimento. 

Dou os meus parabéns a toda a equipa e assumo aqui que só

agora fui capaz de escrever sobre a visita por ela me ter tocado

profundamente. Confesso que sinto que a casa também é minha.

 

 



publicado por Laurinda Alves às 22:22
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009
Pular a Cerca, programa Escolhas

 

 

Visitei o projecto Pular a cerca (II) no Porto, onde conheci estes

e outros miúdos que participam nas actividades promovidas pelo

centro, cujo espírito e missão é combater a exclusão social de

crianças e jovens provenientes de contextos socio-económicos

mais vulneráveis ou carenciados. Este projecto surge no âmbito

do Programa Escolhas e pretende criar mecanismos de apoio e

estímulo a uma verdadeira igualdade de oportunidades entre os

jovens e as crianças. Neste centro há uma variedade enorme de

escolhas e actividades, que vão da aprendizagem informática às

técnicas de pintura passando pela dança e o desporto.

 

 

Ao fim da tarde assisti ao treino da Companhia do Rugby, uma

das ofertas mais concorridas no Centro. A equipa é combativa e

composta por uma variedade muito complementar de miúdos.

Há ali de todos os géneros, tamanhos e feitios e o treinador tem

um talento especial para gerir e organizar toda esta diversidade.

 

 

 

Há vários jogadores de etnia cigana e é engraçado ver como em

campo todos se sentem completamente iguais e integrados na

equipa. Fora do campo, as irmãs e irmãos seguem atentamente

o treino e esperam que acabe para voltarem juntos para casa.

Às vezes o treino tem que parar porque os irmãos mais novos se

entusiasmam e entram em campo e até isso é divertido. Comove

ver a cena e a maneira paciente como o treinador espera que os

miúdos peguem ao colo dos irmãos para os pôr fora de jogo...

 

 

 

Nos próximos dias vou estar em Arganil, Lamego, Guarda e Viseu.

Vão ser dias intensos e cheios de visitas a projectos e instituições

onde é possível ficar a conhecer ainda melhor a realidade-real do

país. É um privilégio enorme poder percorrer o país de norte a sul,

ilhas incluídas, em campanha. Vou deixando aqui os meus posts

mais ou menos impressionistas sobre tudo e tanto que vou vendo

e vivendo nos dias em que faço por conhecer e me dar a conhecer.

 

 

Adorei os três irmãos e as suas irmãs mais velhas. Muito queridos!

 



publicado por Laurinda Alves às 18:18
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Terça-feira, 3 de Março de 2009
A Diana, a Cláudia e o Luís Miguel

 

Conheci a Diana no fim-de-semana passado, no Clube Porta

Aberta, no Bairro do Cerco, no Porto. A Diana Vieira tem 11 anos

e frequenta diariamente este centro de actividades onde pode ter

estudo acompanhado e também participar nos ateliers e iniciativas.

Tenho falado com ela ao telefone e contou-me que partiu um braço

e tem dores. Foi o braço esquerdo. As melhoras, querida Diana!

 

 

A Cláudia Teixeira é uma das maiores amigas da Diana e também

vai ao Clube Porta Aberta todos os dias. Diz que gosta de dançar, de

fazer patinagem e de ginástica. Adorei a Cláudia e as suas sardas!

 

 

O Luís Miguel Santos Moreira é o terceiro deste trio inseparável de amigos

e também quis dar uma entrevista para o blog. Todas as crianças que vêm

ao Clube Porta Aberta moram nos bairros sociais da zona de Campanhã,

uma das zonas mais problemáticas da cidade do Porto. Estas crianças têm

vidas difíceis e assistem a muita coisa e impressiona sempre ver a ternura

com que se abraçam e nos abraçam. Mesmo quando mal nos conhecem...

 



publicado por Laurinda Alves às 17:09
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009
Vasco Fernandes: a esperança é fundamental!

 

Passei três dias muito intensos no Porto, em campanha pelo

MEP. Dada a variedade, a complexidade e a profundidade das

realidades que toquei, foi-me impossível alimentar o blog nos

dias que passei no terreno. Assim sendo, retomo hoje a minha

escrita neste espaço que se vai construindo 'a espaços' e com

os impulsos dos dias de campanha em que conheço pessoas

e projectos apaixonantes pela maneira como revelam o que há

de melhor em cada um. Começo pelo princípio, pela visita que

fiz ao Serviço de Voluntariado do Hospital de São João, onde o

Vasco Fernandes me falou do trabalho dos voluntários e das

suas prioridades e critérios. "O papel do voluntário é estar com

o doente e a sua missão é servi-lo!" disse Vasco que é, também

ele, voluntário neste hospital. Comove-me sempre o testemunho

dos que dão de si e do seu tempo, aos que mais precisam e é

impressionante conferir que quanto mais se dá, mais se recebe!

É uma matemática infalível, esta de dividir para multiplicar: quando

repartimos, multiplicamos e é também esta certeza que me anima!

 

 



publicado por Laurinda Alves às 11:48
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